A Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo implementou uma nova tecnologia no sistema de controle do processo de lavagem dos filtros da Estação de Tratamento de Água (ETA). A atualização foi realizada por meio da contratação da reforma do sistema, executada pela empresa Coester, e moderniza uma etapa essencial do tratamento de água, aumentando a confiabilidade operacional, a precisão dos controles e a eficiência da operação.
A retrolavagem dos filtros é uma das etapas mais importantes do tratamento de água. Durante a filtração, impurezas ficam retidas, reduzindo gradativamente sua eficiência. A lavagem remove esses resíduos por meio da utilização combinada de ar comprimido e da inversão do fluxo de água, restabelecendo a capacidade de filtração e garantindo a continuidade do tratamento.
Foi justamente para tornar essa operação mais segura e eficiente que a autarquia modernizou o sistema de controle das lavagens. Atualmente, a estação conta com oito filtros em operação e possui projeto para ampliação para 12 unidades. Até então, o processo era controlado por um painel que acionava 24 atuadores elétricos responsáveis pela abertura e fechamento das válvulas. Esses equipamentos estavam em operação havia cerca de 20 anos, apresentavam elevado desgaste e, em muitos casos, já haviam sido descontinuados pelos fabricantes, dificultando a manutenção e a reposição de peças.
Com a atualização, todo o sistema de automação da lavagem dos filtros foi reformulado. A operação passa a contar com equipamentos mais modernos, maior precisão no acionamento das válvulas e possibilidade de integração com tecnologias de monitoramento, como sensores para medição da turbidez da água filtrada, capazes de indicar o momento mais adequado para a realização das lavagens.
Além dos ganhos operacionais, a nova tecnologia também contribui para a otimização do consumo de água durante as retrolavagens, processo que atualmente representa menos de 2% da produção da estação. A padronização das operações proporciona maior controle sobre as lavagens e cria as condições necessárias para futuras ampliações do sistema com instrumentação analítica e automação avançada.
Esse processo de evolução tecnológica terá continuidade. A próxima etapa prevê a aquisição de um medidor de turbidez capaz de realizar, de forma alternada, as medições dos oito filtros da estação. O equipamento ampliará o controle do tratamento, aumentará a confiabilidade das medições e poderá ser integrado ao sistema de retrolavagem, permitindo que as lavagens sejam realizadas com base nas condições reais de operação e promovendo um aproveitamento mais eficiente dos recursos da autarquia.
Outra vantagem proporcionada pela nova tecnologia é a possibilidade de monitoramento e controle remoto da operação. Com o novo sistema, os operadores passam a realizar parte das atividades sem necessidade de deslocamento até o painel de comando, tornando a rotina mais ágil e permitindo maior dedicação a outras atividades da estação.

Notícia em 02/07/2026